FOTOGRAFIA

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Arte e comunicação em grafia de luz

 WERBERTH MOUSINHO

"Fotografia: A paixão de eternizar a fração de segundo e parar o tempo além da própria memória. Relatar os fatos através da palavra vista, decodificar o oculto, codificar o explícito. Transgredir valores, quebrá-los, fotografá-los."  

É com a declaração transcrita acima que a fotógrafa Solange Rossini sintetiza sua relação com a Fotografia. Para ela, mais que uma profissão, é um estilo de vida.
“A fotografia sempre esteve em minha vida. Apesar de minha formação em Desenho Industrial pela UFRJ, fotografar sempre foi uma paixão. Sempre havia alguém me pedindo para fotografar algo, como o destino te enviando sinais sobre o caminho a seguir”, conta a petropolitana que veio para o Rio de Janeiro, onde ficou até 1991, quando buscou novas experiências em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em 2004 mudou-se para a Bahia.


Esse estado, com todas as suas manifestações culturais e belezas naturais, se mostrou uma aposta acertada para quem precisava de inspiração e motivos visuais.
“É um lugar rico em história, arquitetura, tradições e belezas naturais. Portanto, é um lugar que tem muito a oferecer aos profissionais e amantes da Fotografia. Sua cultura e o sincretismo religioso nos dão elementos poderosos de imagens. É impossível não se envolver com tanta beleza e cor!”, recorda.


Foi ali que Solange iniciou a carreira de fotógrafa, três anos após instalar-se em Salvador. Antes que fotografar fosse o foco de sua profissão, ela ganhava a vida como design gráfico, mas...
“Os projetos me exigiram fotos mais adequadas ao conteúdo da criação. Então resolvi investir em fotografar, de forma a complementar meus projetos. Os trabalhos gráficos diminuíram e então o espaço para ampliar as experiências fotográficas estava aberto. Aos poucos percebi que estava caminhando para o fotojornalismo e hoje tenho trabalhos publicados em revistas, jornais e alguns portais”, relembra.


Aos poucos, Solange Rossini criou uma sólida carreira, cuja fonte é abrangente. Ela registra com qualidade impressionante tanto cenas cotidianas quanto imagens publicitárias, e mostra desenvoltura e sensibilidade no difícil mundo do fotojornalismo. Por isso mesmo, atua nas áreas de gastronomia, ambientes, produtos, eventos, turismo, esportes e fotografia pet. Há espaço também para subjetividade das cenas para onde aponta suas lentes. Isso se chama Arte, traduzida em trabalhos que a própria artista destaca.
“Tive a oportunidade de fotografar peças teatrais e participei de um projeto em que registrei durante seis meses o making of de uma peça de teatro (Filhos do Kaos), que resultou, em 2008, em minha primeira exposição fotográfica na Bahia: ‘Corpos do Kaos’ [imagens disponíveis em www.solangerossini.com/
CORPOSDOKAOS]. Já em 2011, pedi autorização para fotografar o Museu Rodin no Palacete das Artes. O resultado das imagens gerou um convite para participar do projeto ‘Rodin Itinerante – Fragmentos’, juntamente com mais quatro fotógrafos”, conta.


Solange tem trabalhos publicados em revistas, jornais e alguns portais – fragmentos de uma carreira que teve nova guinada há poucos meses.
“Eu já havia percebido que desde 2014 as questões econômicas do Brasil em algum momento iriam interferir restritivamente nos prestadores de serviço e mudar de mercado poderia ser estratégico de muitas maneiras. Uma delas é o intercâmbio entre profissionais e a acessibilidade a novas tecnologias, informações e cursos. Outra delas é a vantagem de estar em um mercado com mais opções e maior geograficamente falando. Claro que é começar de novo quase do zero!”, explica.


Dessa análise, veio a decisão de retornar ao Rio de Janeiro. O lugar escolhido para esse “quase recomeço” foi o bairro das Laranjeiras, prova de que um bom profissional sempre arrisca e não tem medo de buscar novas inspirações – ou se deixar levar por elas.
“Fotografar é informar, é levar através da imagem o momento alheio, é interagir sem interferir, é trazer o mundo para o mundo em imagens. É correr riscos também”, define Solange, com a sabedoria de quem conhece a profissão e sabe a importância que ela tem.
“O mundo tem simplificado cada vez mais sua forma de se comunicar por palavras. Enquanto isso, as imagens ocupam mais espaço na comunicação instantânea. É mais rápido fazer uma foto com celular e enviar do que digitar um texto explicando. A máxima de que ‘uma imagem fala mais que mil palavras’ nunca esteve tão forte. O fenômeno das selfies e o compartilhamento em redes sociais reforçaram isso!
A Fotografia é a sintetização da comunicação entre o fotógrafo e o tema, originando uma mensagem visual emocional e universal (comercial ou não)”, finaliza.


Solange Rossini

www.solangerossini.com
issuu.com/solangerossini
www.facebook.com/Solange-Rossini-Fotógrafa
(21) 97299-6669.